MPL Floripa

Hoje é o Dia Nacional de Luta pela Tarifa Zero!

26-de-outubro

O Movimento Passe Livre
nasceu para lutar pela ampliação dos direitos da população, em especial o direito a um transporte realmente público, sem tarifa e de qualidade. Mas no dia de hoje estamos ao lado de todas as lutas que buscam barrar os retrocessos nos direitos sociais. A retirada dos direitos sociais começou antes do golpe, mas foi fortemente intensificada depois, em nome dos interesses dos setores mais conservadores da sociedade, ligados aos patrões do campo e da cidade. Os mesmos setores que realizaram este golpe contra a maior parcela da sociedade brasileira, os mais pobres e que vivem apenas do seu próprio trabalho.
Esse governo ilegítimo tem se apressado em aprovar medidas profundas e de impacto de longo prazo nas nossas vidas, como a PEC (projeto de emenda constitucional) 241, que vai congelar investimentos públicos em direitos sociais POR 20 ANOS! Uma geração inteira irá crescer sem direitos e com um futuro incerto, sem proteção social, acesso à saúde, e com quase nenhum retorno pelo trabalho duro do dia a dia. Isso pra não mencionar os interesses desse governo em mudar as leis de aposentadoria, fazendo com que a população tenha de trabalhar até o fim da vida.
Com todos esses ataques, tudo em que o MPL acredita e pelo que luta está ameaçado. Se a ofensivaé tão direta contra direitos constitucionalmente garantidos, como a saúde e educação públicas, qual será  o futuro do transporte, sendo ele um serviço historicamente negligenciado? Se não derrotarmos essas medidas, ficaremos mais distantes da Tarifa Zero!
Por tudo isso, o MPL Florianópolis se coloca ao lado de todas as lutas por direitos! Nos colocamos ao lado da luta dos e das estudantes, da classe trabalhadora, de todas e todos que se somam nessa batalha, pois só assim venceremos!
Apoiamos e estamos juntas na ocupação de escolas, universidades, greves e atos de rua que incendeiam o país!
Por uma vida sem catracas e com mais direitos!
Movimento Passe Livre Florianópolis
MPL Floripa

Contra o aumento da tarifa intermunicipal

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Ontem, dia 7 de julho, aconteceu em São José o primeiro ato contra o aumento das tarifas do transporte intermunicipal. A manifestação, que contou com pessoas de várias cidades da região, saiu da praça em frente ao Melão (Colégio Municipal Maria Luiza de Melo) e fechou a Avenida Lédio João Martins, no bairro Kobrasol. Durante o percurso distribuímos panfletos e conversamos com a população.
A revolta contra um sistema de mobilidade desintegrado, de péssima qualidade e cada vez mais caro, é crescente. Esse foi apenas um passo na luta para que toda a população da grande Florianópolis tenha o direito a se locomover livremente pelas cidades.

Ao final do ato fizemos uma reunião entre os presentes para pensar em novas atividades na região metropolitana. Acompanhe e participe das próximas atividades.

Vamos pra cima deles na luta por um transporte verdadeiramente público.
Tarifa cara não dá mais!

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aumento, MPL Floripa

Mais um aumento no transporte intermunicipal…

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Como se já não bastasse a total falta de respeito com os usuários do transporte público da região – com essas carroças que eles insistem em chamar de sistema de transporte, horários ruins e busões lotados – tivemos agora, nesse último domingo 26/06, mais um aumento da tarifa de ônibus intermunicipal.Sem qualquer aviso prévio. Tem gente pagando R$7,20 para chegar ao centro de Florianópolis, gastando bem mais de R$14,40 POR DIA para trabalhar, pois simplesmente não existe integração com a capital!!

Com os custos elevados de aluguel é impossível morar próximo do trabalho e dos serviços públicos, que são tão poucos, como hospitais, escolas, faculdades, bibliotecas,e até mesmo o comércio. Assim, os trabalhadores são, cada vez mais, empurrados para longe dos grandes centros e ficamos todos REFÉNS DE UM SISTEMA que não tem qualidade, com poucos horários que não serve nem para levar os trabalhadores de casa ao trabalho no dia a dia – quisá para passear nas folgas.

As desculpas que eles dão são inúmeras: inflação, crise, gastos,aumento do salário dos trabalhadores do transporte, etc. Mas já estamos fartos de justificativas vazias para fazer o que sempre fizeram, que é nos explorar! Transporte público não é mercadoria para ser vendida conforme a demanda, é um serviço essencial para que a cidade funcione! Não é só o trabalhador que tem que pagar essa conta!

O sistema de transporte intermunicipal na região metropolitana tem que mudar! De nada vai adiantar licitar para ficar tudo igual, como aconteceu em Florianópolis. O DETER e o Governador Raimundo Colombo terão que ser vigiados de perto para realmente conquistarmos mudanças!!

E por isso o MOVIMENTO PASSE LIVRE FLORIPA convida aos MORADORES E USUÁRIOS DE TRANSPORTE da região metropolitana da GRANDE FLORIANÓPOLIS para reivindicar os rumos que queremos no TRANSPORTE INTERMUNICIPAL e juntar forças para fazer valer nossos direitos!

Convide seus amigos!
Vamos nos encontrar na frente do Centro Multiuso, na beira mar de São José, sábado as 14h 30min.

Evento do facebook AQUI

MPL Floripa, Sintraturb

NOTA MPL – GREVE DE ONIBUS

A semana começou e a greve dxs trabalhadorxs do transporte coletivo da grande Florianópolis também! Mas o que está em disputa não são somente os direitos de uma única categoria e sim os direitos de todos os trabalhadores.
Mais uma vez presenciamos a pressão feita pelos patrões que, como sempre, querem manter seus lucros intactos mas, dessa vez, ela vem trajada de crise econômica, crise essa que sempre beneficiou quem tem dinheiro, podendo usá-la como desculpa para explorar ainda mais os trabalhadores temerosos por seus empregos.
A crise política e todo o esplendor do seu show de horrores coloca na boca de muitos os argumentos mais absurdos, deixando todos enfadados dessa discussão infindável. Ninguém mais quer ouvir falar de política. Só que quem não quer que se discuta na sua presença, na verdade, só está cansado de ser feito de trouxa e acha que se afastar dessa situação é a melhor solução para não ser mais enganado. Deveria, no entanto, fazer era o oposto: tentar entender como funciona o jogo político para daí sim poder manipular as cartas a seu favor e de seus companheirxs trabalhadorxs!
Na política, ou seja, na luta pelos direitos, a discussão é uma arma forte contra a ignorância de não reconhecer seu poder: como indivíduo, atuante na tal democracia, e como categoria, que reivindica e não aceita perda de direitos e retrocessos.
Toda força aos companheiros do transporte coletivo da grande Florianópolis, que assim como nós, tem amigos, vizinhos e família que também dependem do serviço de transporte, já tão precário, mas que, mesmo assim, paralisarão seus trabalhos para poder lutar por uma vida melhor para eles, e por nós, que ganharemos com a qualidade do serviço de pessoas conscientes de seus direitos.
Força!
Trabalhadorxs do mundo, uni-vos! 
Agora mais do que nunca!
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Florianópolis, 31 de maio de 2016
MPL Floripa

II Ciclo de formação do MPL – Gênero e direito à cidade

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O MPL convida todas e todos a participarem do nosso segundo ciclo de formação. Esse é um espaço aberto, onde temos a oportunidade de aprofundar discussões relativas ao sistema de mobilidade urbana e o direito a cidade. Nessa segunda edição o tema escolhido será: as questões de gênero e como elas interferem no acesso ao espaço urbano. Como nosso gênero marca a forma como nos movimentamos pela cidade? Todo mundo tem as mesmas possibilidades de circular por ela? Que dificuldades as mulheres encontram no espaço público? Como seria uma cidade e um transporte mais justo, mais igualitário e livre? Essas são algumas das questões que inspiraram a criação desse ciclo de formação. O MPL irá propor algumas abordagens, mas nós contamos com as suas vivências e reflexões para aprofundar o debate!

A atividade começa às 14h e faremos um intervalo para lanche e café. Fiquem a vontade para levar comidinhas para compartilhar com os demais.

Crianças são bem vindas e iremos preparar um cantinho para recebe-las.

Para ajudar na discussão sugerios a leitura prévia dos seguintes textos:

1) Mulheres e transporte: um debate necessário, por Camila:
https://mplfloripa.wordpress.com/2013/09/13/mulheres-e-transporte-um-debate-necessario-relato-2/

2) A mulher e o direito à cidade, por Débora de Araújo:

A mulher e o direito à cidade

3) Por uma vida sem catracas e sem machismo , por Flora:
https://mplfloripa.wordpress.com/2011/05/26/por-uma-vida-sem-catracas-e-sem-machismo¹/

Até sábado =)


II Ciclo de Formação do MPL-Floripa: Gênero e direito a cidade
14 de maio, 14 horas no Sindisaúde
Rua Frei Evaristo, 77 – Centro de Florianópolis

Link do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/970505176391048/

Criminalização, MPL Floripa, reflexões

Nota de solidariedade aos trabalhadores sem terra

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Na tarde de ontem (07/04), dois trabalhadores sem terra foram assassinados em Quedas do Iguaçú, município do oeste paranaense. Os óbitos foram resultado de um ataque realizado pela Polícia Militar e por jagunços da empresa Araupel. Outros sete trabalhadores do acampamento Dom Tomas Balduíno ficaram feridos. A polícia negou acesso ao local da matança e dificultou o contato com os feridos, dificultando a assistência médica e abrindo a possibilidade de alterar evidências no local do crime.

Frente a essa notícia horrorosa, nós, militantes do Movimento Passe Livre de Florianópolis, sentimos uma grande tristeza no coração. Justo nesse mês, quando o massacre de Eldorado do Carajás completa 20 anos de impunidade, perdemos mais dois lutadores. O latifúndio da Araupel foi adquirido por grilagem e a Justiça Federal já havia declarado como pública e destinada para a reforma agrária as terras onde se encontram as 1.500 famílias do acampamento Dom Tomas. Não tendo como, racionalmente, defender sua grilagem, a Araupel, apoiada pelo Estado, matou e feriu as famílias sem terra, que não fazem mais do que labutar pela sua própria sobrevivência.

Nos angustia muito ver uma parte da população apoiar essas ações, dando créditos ao discurso ilógico e mentiroso que afirma que os policiais e jagunços foram vítimas de uma “emboscada”. Com que motivo os acampados fariam isso? Nesses tempos em que discursos irracionais e raivosos ganham força no Brasil, é preciso lembrar que o próximo pode ser eu ou você. O próximo a morrer pode ser qualquer um que ousar lutar pela garantia de direitos mínimos, como o é o direito à terra. Só no ano passado foram registradas 49 mortes resultantes de conflitos agrários no país. A total impunidade e indiferença frente aos casos como o de Eldorado dos Carajás, que matou 21 sem terras, deixa espaço para que essas histórias de brutalidade e injustiça se repitam. Nossas terras estão cheias de sangue.

Os latifúndios são, na história do Brasil, as gigantescas catracas que impedem qualquer esperança de democracia. Diante desse episódio amargo, politizamos nossas tristezas e as transformamos em coragem. O nosso luto se converte em luta. Na cidade ou no campo, a democracia há de avançar, o poder do capital há de recuar, as vidas hão de ser mais importantes do que o dinheiro. Nos solidarizamos profundamente com o Movimento dos Trabalhadores sem Terra e exigimos a imediata investigação do crime, o afastamento dos agentes responsáveis, a garantia de segurança das família acampadas na região e o seu assentamento nessas terras já destinadas a reforma agrária. Nenhum dia de silêncio virá.

Por uma vida sem catracas e sem latifúndios,
Movimento Passe Livre

OBS: comentários com conteúdos de ódio e desrespeito não serão aceitos nessa página.

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#pracegover Na imagem vê-se uma pista ocupada por pessoas que estendem uma grande faixa preta escrita “pelos nossos mortos nenhum minuto de silêncio, mas uma vida de luta”. Essas pessoas estão segurando bandeiras do MST e uma cruz de madeira. No fundo da imagem há um ponto de fumaça.

MPL Floripa

8 de março  –  Dia da mulher de luta, dia da catraqueira!

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Nós – que sofremos assédio sexual nos ônibus, metrôs e trens – não queremos um buquê de rosas. Queremos programas que instruam as/os motoristas, cobradores/as e demais trabalhadores/as do transporte a reagirem em casos de violência e assédio, protegendo a vítima e denunciando o agressor.
Nós – mães solteiras que andamos por aí carregando nossas/os filhas/os de um canto ao outro da cidade, tendo que dar conta de se mover entre a creche, o trabalho e a casa – não queremos suas flores. Precisamos da tarifa zero para podermos fazer vários trajetos no mesmo dia sem nos preocuparmos com o peso da conta no fim do mês.
Nós – grávidas de uma nova geração – não queremos ganhar um parabéns pelo dia da mulher. Queremos um ônibus sem catraca, um ônibus confortável e não uma carcaça velha que torna nosso ir e vir em uma viagem pelo incômodo.
Nós – mulheres trans que deixamos de sair por aí por medo de sermos perseguidas, agredidas e mortas – não queremos suas saudações.  Lutamos por ruas mais seguras em que não estaremos expostas a situações arriscadas a todo o tempo. Contar com um transporte público de qualidade poderia nos ajudar a evitar circunstâncias de vulnerabilidade no espaço urbano
Nós – que deixamos de sair de noite por medo de nos expormos à violência sexual – não queremos ganhar uma mensagem festiva pelo celular. Exigimos transporte noturno amplo e de qualidade, que nos encoraje a sair às ruas e amplifique nossa liberdade de andar por aí sem nos expor a situações arriscadas em ruas desertas, caronas incertas e não confiáveis.
Nós – moradoras da periferia que cumprimos jornadas duplas ou triplas todos os dias – não queremos ganhar lembrancinhas do patrão. Demandamos urgentemente a transformação na forma de pensar e conceber as cidades, que privilegie o uso do transporte coletivo e não aceite a ideia de que alguém pode perder horas da sua vida diária entre a casa e o trabalho.
Nós – que somos a maioria entre a população pobre e as mais afetadas pelos momentos de crise econômica – não ligamos para suas rosas. Queremos a tarifa zero e um transporte verdadeiramente público como forma de ampliação da democracia, como distribuição da riqueza e verdadeira democratização dos espaços urbanos.
Nós  – mulheres do MPL  –  estamos juntas na luta por uma vida sem as catracas do machismo e do capital e vamos brigar por uma cidade que seja também uma cidade das mulheres!