Reunião – Contra o Aumento da Tarifa!

Reunião

O consórcio  Fenix e a prefeitura afirmaram que haverá aumento da tarifa no dia 1º de janeiro. Por isso, convidamos a todas e todos moradores de Florianópolis para discutir o aumento.

Desde que o tal consórcio assumiu o transporte na capital temos enfrentando mais dificuldades que antes, sofremos, por exemplo, com o corte de linhas e horários e tudo sem nenhum controle popular. Recebemos um serviço medíocre e pagamos caro na catraca. A lógica do transporte não tem sido atender o cidadão e sim manter vivas as empresas que dominam a ilha a décadas, transformando o nosso direito em mercadoria.

Ao mesmo tempo querem aprovar um teleférico caríssimo, que não tem eficacia em relação a melhoria da mobilidade, numa câmara de vereadores onde mais da metade dos parlamentares foram indiciados por corrupção na operação Ave de Rapina. Operação essa que aponta também a participação de vários setores da prefeitura e o partido do prefeito César Souza Junior em esquemas de má gestão.

Ou seja, estão cagando o transporte público e a cidade de Florianópolis. Eles saem com o bolso cheio… e nós??

Venha construir com a gente a luta contra o aumento! Participe da reunião nessa  segunda, 22.12, as 19h, no Varandão do CCE,  na UFSC.  

Para saber mais:
Leia a matéria sobre o aumento da tarifa aqui.
Sobre a licitação do transporte e o consórcio Fenix aqui.
Entenda a questão do teleférico aqui.
Leia a posição do MPL sobre a operação Ave de Rapina aqui.

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A solução dos problemas de mobilidade que passamos não está em teleférico nenhum!

Na próxima sexta-feira, dia 19/12, entrará em votação na Câmara Municipal um projeto de lei que autoriza a Prefeitura da cidade a contratar um empréstimo de R$ 50 milhões de reais (é isso mesmo!) como contrapartida do município para as obras do Teleférico. Mais uma vez, o prefeito e os vereadores da cidade mostram como a mobilidade da população é enxergada pelo poder público: como um mero negócio, cujas negociatas definidas em gabinete dão sustentação política e financeira a todo tipo de maracutaia as quais políticos e empresários  da cidade estão envolvidos.

Enquanto mais da metade dos vereadores da cidade é investigada pela Operação Ave de Rapina, a maior parte deles fazendo parte da base aliada ao prefeito Junior, a Câmara finge que nada está acontecendo e julga ter legitimidade para continuar legislando contra a população. As investigações da Ave de Rapina tem mostrado o grau de corrupção presente na Câmara, onde votos para a aprovação de projetos como o do Teleférico são negociados em troca do pagamento de propina.

A solução dos problemas de mobilidade que passamos não está em Teleférico nenhum, que vem aí apenas para consumir nosso dinheiro atendendo a interesses escusos. O que a cidade precisa é de transporte público de qualidade, acessível a toda a população, com Tarifa Zero!

Não é preciso ser nenhum especialista no assunto para saber que a ideia do Teleférico é absurda e irracional, constituindo mais uma fonte de corrupção e desvio de recursos públicos. Por isso, precisamos estar organizados e barrar mais este projeto!

Compartilhamos abaixo um excelente texto do Werner Kraus Junior, prof. do Departamento de Automação e Sistemas da UFSC, mostrando os absurdos da proposta de Teleférico.



Por que o Teleférico TICEN / UFSC é 
péssimo para Florianópolis

Prof. Werner Kraus Junior
Depto. de Automação e Sistemas – UFSC

A Prefeitura de Florianópolis (PMF) quer fazer um teleférico ligando a região do TICEN com a Praça Santos Dumont, perto da UFSC.  Não é uma boa ideia, e a cidade vai amargar um prejuízo de R$ 30 milhões por ano em subsídio para manter o teleférico operando. É muito dinheiro!

E por que não vale a pena?  Eis as razões:

  1. Estação do Morro da Cruz vai ser de difícil acesso. A única estação do Maciço ficaria no Alto da Caieira, acima da Serrinha. Só uma parcela muito pequena da população do Maciço que mora perto ao local seria beneficiada. A Prefeitura diz que vai ter van para transportar até a estação, mas isso é absurdo: basta que as vans transportem direto as pessoas à Trindade, Saco dos Limões e Centro, não leva mais que 10 minutos!  
  1. É muito caro!  Um teleférico parecido custou R$ 210 milhões em 2010, no Rio de Janeiro. A Prefeitura diz que faz por R$ 150 milhões. É duro de acreditar, mas vá lá. Se for isso, só de prestação do empréstimo vai dar R$ 12 milhões (!!) por ano. Ainda tem que pagar o pessoal que trabalha no teleférico, a conta de luz, e a manutenção.  Por isso é que o subsídio teria que ser de R$ 30 milhões. Naquele do Rio de Janeiro, é R$ 37 milhões por ano. Com esse dinheiro, dava para fazer muita praça, mais corredores exclusivos para ônibus e túneis para agilizar o transporte coletivo.
  1. Transporta pouca gente. Para comparar, 12 ônibus grandes (como tem em Curitiba) transportam o mesmo número de passageiros. Como vai ter corredor exclusivo para ônibus no mesmo trajeto, basta comprá-los a um preço de menos de R$ 1 milhão cada.  Quer dizer, com menos de R$ 12 milhões a gente tem transporte garantido, rápido e barato!
  1. Passagem é cara.  Se os passageiros forem pagar pelo custo do teleférico, o preço da passagem seria de 10 reais por viagem. Isso se tiver 10 mil passageiros por dia durante 300 dias do ano, que é muito difícil de acontecer. Se menos gente usar, vai ficar ainda mais caro.
  1. Turistas não conseguem pagar a conta. A Prefeitura imagina que turistas possam ajudar a pagar a conta. Isso não é verdade.  Precisaria 1 milhão de turistas por ano pagando R$ 30 de passagem para pagar o custo do brinquedo. É impossível, isso é mais que o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. E quem vai pagar R$ 30 reais para um percurso que dá para fazer de carro? Em Portugal tentaram, e poucos usam (na cidade do Porto, no norte do país).
  1. Vai parar quando der mau tempo. Em dia de vento forte ou trovoada, o teleférico tem que parar. Mas o pessoal que estivesse dependendo dele para ir a algum lugar vai precisar de ônibus.  Ou seja, tem que ter mais ônibus do que o necessário só para acudir as paradas do teleférico, e isso é custo a mais que nós vamos ter que pagar!
  1. Desperdício de energia. Sendo elétrico, o teleférico pode dar a impressão de eficiência ecológica.  Mas para mover pessoas e cabines do Centro à Trindade, que ficam perto do nível do mar, o projeto prevê elevá-las a 190 m de altura no ponto mais alto da travessia. Isto é, cerca de 900 toneladas por dia serão elevadas àquela altitude sem necessidade, pois há caminhos que contornam o Maciço do Morro da Cruz sem grandes desníveis.
  1. Difícil integrar com o ônibus. No centro, a estação do teleférico ficaria afastada do TICEN, então as pessoas que vem de ônibus de outros pontos da região metropolitana não vão caminhar até lá. Pior ainda, o custo da tarifa é muito diferente entre um modo e outro, então haveria pouca gente a fim de fazer a troca.
  1. Destruição de espaços públicos.  Pelo menos dois espaços públicos já estariam condenados se o teleférico fosse feito:
  2. a) a Praça Santos Dumont, na Trindade:  local de instalação de uma das estações. A comunidade do bairro estava feliz de ter conseguido, via programa “Prefeitura no Bairro” da PMF, um aporte de cerca de R$ 1 milhão para reforma da praça, antiga reivindicação dos moradores. Para surpresa destes, a mesma PMF agora anuncia a estação no meio do local;
  3. b) terreno vizinho à Escola Dom José Jacinto Cardoso, no bairro Serrinha:  Ali, a comunidade escolar sonhava em ver construída uma ampliação da escola mas a proposta da PMF é colocar ali uma das torres de sustentação do teleférico.

E isso não é tudo. Tem mais razões ainda por que não se deve fazer essa obra. Teleférico é bom para lugares onde tem muito turista que topa pagar caro pelo passeio. Ou então em lugares com população muito grande vivendo em local sem acesso por estrada (na Colômbia e na Bolívia tem projetos desse tipo). Mas nada disso acontece aqui.

Enfim, o dinheiro desse projeto tem que ser usado para obras que tragam melhorias de verdade para as pessoas.  É um verdadeiro “Cavalo de Troia” cuja conta a prefeitura quer deixar para nós pagarmos.  

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É preciso fazer pressão popular!

ave de rapina

Recentemente, diversos vereadores, funcionários da prefeitura e empresários estão sendo investigados e presos a partir da operação Ave de rapina da Policia Federal. Todos são acusados de participarem de um esquema que envolvia o favorecimento de empresas em licitações do IPUF e da Fundação Franklin Cascaes mediante a pagamento de suborno para funcionários desses órgãos. A mesma investigação indiciou 13 vereadores da cidade por um esquema de compra de votos nas votações da câmara, em especifico na votação do projeto Cidade Limpa, que foi alterado para atender aos interesses das empresas de propaganda em áreas pública. Estes esquemas seriam comandados pelo vereadores Cesar Faria, presidente da câmara, e Badeko, ambos do partido do prefeito Cesar Souza Jr, o PSD. A investigação ainda apontou um esquema de caixa dois nas eleições envolvendo este partido, o que poderia envolver o governador Raimundo Colombo, alem de deputados como o pai do prefeito Cesar Souza.

Sabemos que a corrupção faz parte deste sistema, só é eleito quem tem dinheiro, só tem dinheiro para a campanha aqueles que se submetem às empresas. O processo de licitação dos transportes evidencia esta relação. O processo inteiro foi feito sem ouvir a população. Não houve um estudo técnico, nas audiências públicas as perguntas levantadas não foram respondidas e as sugestões foram ignoradas. A população é quem paga por estas medidas: linhas cortadas, aumento do preço das passagens dos ônibus executivo (amarelinhos), dinheiro sendo desviado para atender os interesses de poucos…

A história mostra que não existe conquista social sem luta e sem organização popular. Se não houver pressão da população, os mandantes e denunciados pela operação “Ave de Rapina” continuarão soltos e a nossa cidade testemunhará mais uma triste história de impunidade assim como foi a operação “Moeda Verde”.

Acreditamos que para transformar nossa realidade precisamos nos organizar e fazer pressão. Somo um movimento social que se organiza pela luta pelo pleno direito à cidade através de um sistema de tributação indireta (Tarifa Zero) e pela participação da população nas instâncias de decisão da cidade.

Vamos a luta!

“Chega de tarifa e de político babaca
A gente tá lutando por uma VIDA SEM CATRACAS!”

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Passe livre pra todo mundo!

No dia 26 de Outubro de 2004, nessa mesma cidade, milhares de pessoas cercaram a Câmara dos Vereadores de Florianópolis e pressionaram os legisladores a aprovar o projeto de lei do passe livre estudantil. Os vereadores sem saber o que fazer (deveriam aprova-lo também em definitivo ou aguardar novas ordens de quem os orienta?) fugiram pela saída traseira da Câmara, escoltados pela Polícia Militar. A lei foi aprovada posteriormente, mas a prefeitura apunhalou o povo pelas costas e derrubou a lei.

Esse dia foi tão importante que posteriormente ficou marcado como o Dia Nacional de Lutas pelo Passe Livre e é um momento que saímos 
às ruas para exigir que se implante o Passe Livre, mas não apenas para os estudantes e sim pra todo mundo. Fazem 10 anos que nesse dia, em várias cidades pelo país acontecem mobilizações na luta contra as catracas e esse ano vamos pra rua outra vez.

Convidamos a todas e todos para se juntar na luta contra a tarifa, pra que todos tenham direito a cidade através de um transporte verdadeiramente público. Vamos nos encontrar no sábado dia 25.10, às 10h no Largo da Alfândega no Centro.

Evento do facebook aqui.

26.10

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[sábado!] Ensaio aberto da bateria!

Côsa max linda do mundo é ter uma boa bateria fazendo som na manifestação, animando o povo pra luta! Mais bonito ainda é quando todo mundo com instrumento na mão consegue tocar no mesmo ritmo, sem deixar o resto da manifestação surda. Por isso, finalmente, vamos começar a ensaiar para manter um bom batuque na rua. Você não precisa ser do MPL nem saber tocar um instrumento para participar. É só chegar junto, às 14h em ponto na Praça do Pida, na Trindade (aquela que fica do lado do falecido Comper). Se tiver chovendo, o ensaio será transferido para o Centro de Convivência da UFSC.

*Nós vamos levar os instrumentos, mas se você tiver um casa pode levar!
*Compositores/as de marchinhas e professoras/es voluntárias/os de percussão também são bem vindos!

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[Perseguição política] Governo Colombo suspende e demite professores

*Texto enviado por Eduardo Perondi, professor que se importa profundamente com o futuro de seus alunos e luta pela educação gratuita e de qualidade. Frente a mobilização da comunidade escolar que Eduardo participa, a resposta do governador foi perseguir pessoalmente os professores. Por favor, ajudem a divulgar! O Movimento Passe Livre se solidariza com a comunidade da EEM João Gonçalves e repudia essa demonstração lamentável de autoritarismo. Os professores quando lutam também ensinam seus alunos. Por uma vida sem catracas na educação! Quem sejam denunciados os responsáveis por essa situação e também os que se calam diante dela.

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As professoras Francisca Sabater e Susana Duarte Oliveira receberam uma punição de 10 dias de suspensão; o professor Ricardo Boelter Moraes levou 30 dias de suspensão; o professor Eduardo Perondi foi demitido; e o processo contra o professor Sandro Livramento ainda não foi concluído, mas ele também pode ser demitido.

O Secretário de Educação Eduardo Deschamps moveu processo administrativo contra cinco professores da Escola João Gonçalves Pinheiro. Fez isso por perseguição política, pois esses professores participaram de um movimento legítimo e democrático da comunidade do Rio Tavares, que denunciou a falta de vagas para os estudantes do bairro e o atraso de mais de 4 anos na entrega do novo prédio da unidade, além de diversas outras violações aos direitos dos alunos. Essas denúncias foram feitas pela Associação de Pais e Professores da escola na Justiça, na imprensa, e em todas as instituições que deveriam defender a educação, com o pedido de responsabilização dos responsáveis pela situação. Até agora, nada. Ou melhor, só a perseguição política do Secretário teve resultado, com a punição dos professores (as).

O suposto crime cometido pelos educadores foi ter chamado de “interventor” e não terem obedecido as ordens de um assessor que foi enviado pelo Secretário da Educação à escola para assediar os professores (especialmente os temporários e em estágio probatório) e sabotar as decisões das assembleias da comunidade escolar. Esse interventor, aliás, chegou à escola em meio a mobilização dizendo que aceitava fazer o papel de “carrasco” e estava lá porque o Secretário tinha ficado incomodado com as denúncias feitas pelos pais e professores. A comunidade do Rio Tavares repudiou a presença deste senhor na escola, por unanimidade, em uma assembleia em que mais de 300 pessoas estavam presentes.

O governo criminaliza aqueles que denunciam os verdadeiros crimes que ocorrem todos os dias na educação pública: salas superlotadas, falta de instalações adequadas, falta de funcionários, assédio moral praticado por diretores contra professores, escolas abandonadas, obras atrasadas e superfaturadas. O governo não garante nem uma vaga para cada aluno com idade para cursar o ensino médio!

E então, quem são os criminosos? Quem deve ser suspenso e demitido?

Pela anulação imediata dos processos administrativos!
Revogação das suspensões e demissões!

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Ao vivo – A voz das ruas e a mobilidade urbana

http://us.twitcasting.tv/mplfloripa

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