MPL Floripa

[Perseguição política] Governo Colombo suspende e demite professores

*Texto enviado por Eduardo Perondi, professor que se importa profundamente com o futuro de seus alunos e luta pela educação gratuita e de qualidade. Frente a mobilização da comunidade escolar que Eduardo participa, a resposta do governador foi perseguir pessoalmente os professores. Por favor, ajudem a divulgar! O Movimento Passe Livre se solidariza com a comunidade da EEM João Gonçalves e repudia essa demonstração lamentável de autoritarismo. Os professores quando lutam também ensinam seus alunos. Por uma vida sem catracas na educação! Quem sejam denunciados os responsáveis por essa situação e também os que se calam diante dela.

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As professoras Francisca Sabater e Susana Duarte Oliveira receberam uma punição de 10 dias de suspensão; o professor Ricardo Boelter Moraes levou 30 dias de suspensão; o professor Eduardo Perondi foi demitido; e o processo contra o professor Sandro Livramento ainda não foi concluído, mas ele também pode ser demitido.

O Secretário de Educação Eduardo Deschamps moveu processo administrativo contra cinco professores da Escola João Gonçalves Pinheiro. Fez isso por perseguição política, pois esses professores participaram de um movimento legítimo e democrático da comunidade do Rio Tavares, que denunciou a falta de vagas para os estudantes do bairro e o atraso de mais de 4 anos na entrega do novo prédio da unidade, além de diversas outras violações aos direitos dos alunos. Essas denúncias foram feitas pela Associação de Pais e Professores da escola na Justiça, na imprensa, e em todas as instituições que deveriam defender a educação, com o pedido de responsabilização dos responsáveis pela situação. Até agora, nada. Ou melhor, só a perseguição política do Secretário teve resultado, com a punição dos professores (as).

O suposto crime cometido pelos educadores foi ter chamado de “interventor” e não terem obedecido as ordens de um assessor que foi enviado pelo Secretário da Educação à escola para assediar os professores (especialmente os temporários e em estágio probatório) e sabotar as decisões das assembleias da comunidade escolar. Esse interventor, aliás, chegou à escola em meio a mobilização dizendo que aceitava fazer o papel de “carrasco” e estava lá porque o Secretário tinha ficado incomodado com as denúncias feitas pelos pais e professores. A comunidade do Rio Tavares repudiou a presença deste senhor na escola, por unanimidade, em uma assembleia em que mais de 300 pessoas estavam presentes.

O governo criminaliza aqueles que denunciam os verdadeiros crimes que ocorrem todos os dias na educação pública: salas superlotadas, falta de instalações adequadas, falta de funcionários, assédio moral praticado por diretores contra professores, escolas abandonadas, obras atrasadas e superfaturadas. O governo não garante nem uma vaga para cada aluno com idade para cursar o ensino médio!

E então, quem são os criminosos? Quem deve ser suspenso e demitido?

Pela anulação imediata dos processos administrativos!
Revogação das suspensões e demissões!

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