MPL Floripa

Teleférico do Maciço: Mais uma vez a prefeitura se recusa a ouvir a população.

Na noite de quinta foi realizada uma audiência pública, no auditório do IFSC, chamada pela câmara de vereadores para apresentação do projeto do teleférico, com o intuito de se debater o futuro da mobilidade na capital. Entre todos que participariam a presença mais “ilustre” não aconteceu. A prefeitura e suas secretarias dispensaram o convite da câmara para participar de uma audiência publica onde elas mesmas apresentariam o projeto do teleférico para a população.

Nem mesmo os vereadores, muito menos a população, tiveram acesso ao projeto. A lei 12.587/12 de Política Nacional de Mobilidade Urbana estabelece o direito ao usuário do transporte “participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana“, mas em pouco mais de 1 ano o prefeito Junior descumpriu descaradamente essa lei inúmeras vezes!!

Assim como fez no caso da licitação dos ônibus, a prefeitura de Florianópolis desrespeita a sua população brindando-a com total descaso aos seus apelos.

Duvidas sobre quais áreas de lazer ou praças serão destruídas pelas torres do novo meio de (i)mobilidade da capital. Dúvidas sobre o valor que será gasto na construção, por ser muito caro para uma solução que resultará em tão poucos transportados. Dúvidas sobre quem da comunidade do maciço terá acesso a esse transporte já que tanto a tarifa, quanto a localização cumprirão muito bem o papel segregador do transporte da capital.

Tudo o que temos são perguntas não respondidas pela prefeitura!!!

Nessa sexta-feira, mesmo sem consultar a população de Florianópolis o prefeito Junior assinou o contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal. Com o investimento de 162,3 milhões para as obras, temos apenas a certeza que o teleférico deixará a enorme conta que será paga todo ano em subsídios para tornar o sistema “viável”. Além dos subsídios que o prefeito júnior já concedeu esse ano para os empresários dos serviços de transportes de passageiros na capital, que saltaram de R$ 0,15 para R$ 0,42, por passageiro, e renderá algo em torno de 2,1 milhões ao mês, segundo o SINTRATURB. Com o aumento de mais de 100% nos subsídios aos empresários e a extinção de 700 postos de trabalho, o lucro certo para a máfia do transporte está garantido!

Mas subsídio para criar a tarifa zero, tornar o transporte público atraente e reduzir a quantidade de carros nas ruas não tem!

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Ei, prefeito, vai pegar latão!
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