Terra, trabalho, teto e tarifa zero!

O 1º de maio, dia das trabalhadoras e trabalhadores, é uma data de luta. O Movimento Passe Livre, entendendo que o feriado deve ser aproveitado para o fortalecimento das lutas da classe trabalhadora – e não para a promoção de festas e shows como fazem patrões e algumas centrais sindicais que há muito deixaram para trás os interesses das trabalhadoras e trabalhadores – foi até a Ocupação Amarildo de Souza para realizar uma atividade e fortalecer os laços com moradoras e moradores.

Exibimos o filme Maio, nosso maio, uma excelente animação que nos faz lembrar da luta pela jornada de trabalho de 8 horas travada em Chicago, em 1886, que acabou com a morte de operários pela polícia e com o enforcamento de outros quatro homens considerados pela “justiça” do capital como culpados .  É a estes trabalhadores que prestamos homenagem, ano após ano, quando, no 1º de maio, gritamos: é dia de luta!

Fizemos ainda uma conversa com as/os Amarildos sobre o MPL, apresentando nossa pauta e solidariedade a todas e todos que contestem o modo como somos forçados a existir nas cidades.

Além do MPL, muitas pessoas da rede de apoio à ocupação se deslocaram até Maciambú Pequeno, em Palhoça, onde as famílias vivem atualmente, enquanto esperam que a situação da terra ocupada na SC-401 seja resolvida pela justiça. É importante ressaltar que todas e todos que lá estávamos só chegamos porque viabilizamos carros e caronas, já que o transporte coletivo de Florianópolis até o local é irrisório – dois horários por dia em dias de semana, nenhum aos domingos e feriados – e custa caríssimo – por volta de R$ 7,00. Mais uma vez, evidenciam-se as (más)consequências da falta de uma poĺitica integrada de transporte para a Grande Florianópolis.

O filme OJEPOTÁ, produzido pelas crianças da Aldeia Guarani do Morro dos Cavalos, também foi exibido. Dois moradores da comunidade índigena estavam lá e uma conversa com eles aconteceu, aproximando assim as duas comunidades, que, ainda que separadas pela BR-101, aproximam-se na luta pela terra.

Para finalizar as atividades, houve uma oficina de forró, porque, como disse Emma Goldman, “se não posso dançar, não é a minha revolução”.
Por uma vida sem catracas!

Firme!


IMG_2370IMG_2377IMG_2381IMG_2383
IMG_2387IMG_2390

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Acima ↑