passe livre

Nota do MPL Nacional

Em outubro de 2012, o Movimento Passe Livre tomou conhecimento da denúncia de uma agressão machista de um militante do então MPL-Curitiba (http://bastademachismo.blogspot.com.br/).  Apresentada em nosso fórum nacional, a questão foi levada à discussão nas reuniões de cada MPL municipal, e todos se posicionaram em repúdio ao ocorrido e exigindo de Curitiba atitudes concretas no mesmo sentido.

Contudo, o MPL-Curitiba não se manifestou publicamente, nem tomou medidas no sentido de não compactuar com o ocorrido; ao contrário, assumiu uma postura defensiva, acobertando o agressor e justificando seus atos. Entendemos que tolerar ou ignorar um caso de violência de gênero como este, sobretudo em um espaço que se pretende transformador da realidade, é inadmissível.

Após um longo processo interno, em dezembro de 2012 o MPL Nacional decidiu consensualmente pelo afastamento por tempo indeterminado do coletivo de Curitiba, por quebra dos laços de confiança e pelo desrespeito deste aos termos expressos em nossa Carta de Princípios [“O MPL se coloca contra todo tipo de preconceito (racial, sexual, gênero etc)”], que garante adesão e permanência dos coletivos locais à unidade do MPL nacionalmente.

Por isso, ainda que se mantenha ativo e usando o nome de “MPL-Curitiba”, à revelia da decisão nacional, desde novembro de 2012 este grupo já não faz mais parte do MPL, nem fala em nome deste. A decisão se manterá, mas caso o coletivo sinalize um verdadeiro compromisso com a luta e o debate de gênero, estaremos abertos para retomar o diálogo e, se possível, reatar vínculos de confiança.

É também com estranheza que recebemos, no início da semana, uma nota pública assinada pelo MPL-Guarapuava em defesa de Curitiba que, além de conter informações mentirosas, contraria a posição nacional que o próprio coletivo ajudou a construir. Antes de iniciarmos o debate interno sobre que medidas tomaremos em relação ao ocorrido, expressamos desde já nosso total repúdio em relação à atitude de Guarapuava.

Por um mundo sem machismo e uma vida sem catracas,

Movimento Passe Livre – Brasil
05/2013

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4 comentários sobre “Nota do MPL Nacional

  1. Prezado Senhor,

    Pode ser em vão ação sem propósito claro, específico, mensurável e observável. Não se pode facilitar o interesse de quem atua para desqualificação desse movimento e de seus participantes, reduzindo-o à “revolta dos vinte centavos”. Sugestão: “O que o Brasil quer ser daqui 50 anos, que metas e o que deve ser feito doravante p/ se realizar as mini metas de 2, 4, 10, 15… anos? Assim, os brasileiros revelam seu sonho de país e todos os partidos assinariam documento de nome “Acordo de Estado” que revele nitidamente o Projeto da Nação ou sonho realizável de Brasil. O político ou o partido que não desempenhasse o seu papel nesse contexto ficaria fora da cena no projeto”.

    O projeto teria no máximo 2 páginas e seria revisado sempre que necessário. Traria o desenho nítido e claro para qualquer brasileiro entendê-lo, envolvendo somente os pontos chave como saúde, segurança, educação, justiça e economia.

    Está apresentada a janela de oportunidade para 100 anos de poder para aquele que implementar essa proposta.

    Se for uma utopia. As cenas que vemos hoje na televisão já foram utopia. O Voo transoceânico também.

    Será que vai ser necessário avolumar a movimentação dos milhares para os milhões para isso ?

    Respeitosamente,

    Até logo.

  2. Prezados Senhores do MPL,
    Gostaria de expressar o meu apoio aos protestos e pela iniciativa em liderar as manifestações em todo Brasil, no entanto, permitam-me fazer as seguintes observaçôes:
    1) Após chamar a atenção das autoridades para causas, como transporte, saúde, educação, ética na política, gastos públicos e etc, se torna necessário o quanto antes, estabelecer um novo foco para o movimento, ou seja, cabe às lideranças iniciarem um diálogo concreto com as autoridades colocando toda a pauta de reivindicações, com prazos, termos de conduta, acordos etc, mas de forma “negociada”, ou seja vamos chamar o governo Federal, Estadual e Municipal e dizer-lhes “senhores temos tais, tais reivindicações e vamos dar um prazo de tantos dias para que nos seja respondido de forma concreta, caso contrário, voltaremos com as manifestações de rua imediatamente”
    Pois agindo assim continuaremos a exercer a pressão sobre as autoridades e ao mesmo tempo manteremos o apoio popular, pois devido à conduta de poucos “baderneiros que depedram e saqueam” podemos correr o risco de perder o apoio da população.

    Vamos agir com inteligência e pensar em soluções concretas para o futuro do Brasil, pois não queremos que nosso pais seja uma nova Síria, Coréia do Norte, Venezuela, Etc.
    Agradeço pelo oportunidade e coloco-me a disposição.

    Marcos Alves
    alvesmhs@gmail.com

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