Prefeitura quer aumentar tarifa de ônibus em Florianópolis

Caso a sugestão da prefeitura seja aprovada a tarifa paga por cartão passará de R$ 1,90 para R$ 2,00, um aumento de 5,3%. A tarifa paga em dinheiro, que hoje custa R$ 2,40, irá à R$ 2,60, ou seja, 8,3% a mais.

Na tarde de hoje, 19, a prefeitura apresentou proposta de novo reajuste nas tarifas de ônibus em reunião do Conselho Municipal dos Transportes (CMT). Mas a decisão sobre o reajuste foi adiada. A União Florianopolitana das Entidades Comunitárias, integrante do CMT, pediu vistas, ou seja, um tempo para a entidade avaliar a proposta. Na prática, a entidade ganhará tempo para divulgar o plano da prefeitura para as comunidades que representa. A votação está prevista para sexta-feira. O aumento proposto pela prefeitura supera todos os índices de inflação acumulados em 2007.

Caso a sugestão da prefeitura seja aprovada a tarifa paga por cartão passará de R$ 1,90 para R$ 2,00, um aumento de 5,3%. A tarifa paga em dinheiro, que hoje custa R$ 2,40, irá à R$ 2,60, ou seja, 8,3% a mais.

A tarifa social, cobrada em algumas linhas em regiões mais pobres, também será aumentada, caso a proposta de prefeitura seja aprovada. No cartão eletrônico, de R$ 1,25 irá para R$ 1,40, cerca de 12% a mais. Em dinheiro a tarifa social passará de R$ 1,50 para R$ 1,60, ou 6,6% de aumento.

O último aumento nas tarifas em Florianópolis aconteceu no fim de maio deste ano. Como comparação ao aumento nas tarifas, Índice do Custo de Vida, do Dieese, acumulou um aumento de 4,94% em 2007. O Índice de Preço ao Consumidor fechará o ano em 4,6%.

Tarifa única
A prefeitura e as empresas de transporte têm maioria de votos no Conselho de Transportes (CMT). E, quando o poder municipal percebe que pode perder alguma votação, enxerta novos membros no CMT, muitas vezes grupos que nem existem na prática. Exemplo disso aconteceu em janeiro de 2007. A prefeitura, sem mais nem menos, via decreto de número 4658, inseriu no conselho: representante da Cooperativa de Transporte Escolar; representante da Cooperativa Mista dos Transportes de Turismo e Similares da Grande Florianópolis; representante da Associação das Agências de Turismo Receptivo com Frota da Grande Florianópolis.

Também fazem parte do Conselho: prefeitura; Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis; Instituto de Planejamento e Urbanismo de Florianópolis; Sindicato dos Trabalhadores no Transporte; representação dos taxistas; representação do transporte escolar e a União Florianopolitana das Entidades Comunitárias.

Independente disso, já está previsto um ?plano B?, apresentado pelas empresas, que consiste em tarifas diferentes para a região próxima ao centro (R$ 2,50) e para bairros distantes (R$ 2,75). Essa alternativa colocaria abaixo a tarifa única, reivindicação antiga dos movimentos sociais de Florianópolis assumida pela prefeitura em fevereiro de 2006. Recentemente o secretário de Transportes, Norberto Stroisch, ergueu a voz em uma audiência na Câmara dos Vereadores para defender a tarifa única como a atuação mais veemente da prefeitura em relação ao transporte. De qualquer forma, nada impede que o ?plano A? e o ?plano B? convivam e sejam aplicados de forma simultânea.

Prejuízos e tarifa zero
As empresas de transporte afirmam ter um prejuízo mensal de 2 milhões de reais mensais. Isso justificaria os reajustes anuais acima da inflação. Mesmo que seja verdadeira a tese sobre o déficit dos empresários, o prejuízo revela que o Sistema Integrado de Transportes é um sistema caro. E quem paga a conta é a população, pois todo o custo do sistema é jogado na tarifa.

Em contraposição a isso, o Movimento Passe Livre defende que os custos do transporte sejam assumidos pelo poder público, aplicando o projeto Tarifa Zero, com recursos provenientes de impostos progressivos pagos pelos setores mais ricos da sociedade.

Revoltas da Catraca
Em 2004 e 2005 milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra reajustes tarifários. Ruas bloqueadas, prédios da prefeitura ocupados, dezenas de manifestantes detidos. O saldo do evento que ficou conhecido como Revolta da Catraca foi a vitória da população, que, organizada, conseguiu impedir os aumentos previstos pela prefeitura e pelos empresários do setor.

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10 comentários em “Prefeitura quer aumentar tarifa de ônibus em Florianópolis

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  1. Olá a tod@s!Meu nome é Sálua e trabalho na Revista Viração, na redação de São Paulo. Estou escrevendo uma reportagem,sobre o aumento das tarifas de ônibus e gostaria de saber se vocês topariam participar com um depoimento sobre a atuação e conquistas de vocês em Florianópolis, e com fotos também.Obrigada e no aguardo de um contato.Sálua Oliveira -www.revistaviracao.org.brsaluapo@gmail.com

  2. intão gente!!segue meu recado, quem puder compareça:———————————–MANIFESTAÇÃO CONTRA MAIS UM AUMENTO DA TARIFA DE TRANSPORTE PÚBLICO.Dia 24 de Janeiro(Quinta-feira) às 18h (6 horas da tarde), em frente ao TICEN, Contamos com sua presença!Não vamos deixar esses EXPLORADORES fazerem o que querem com a nossa cidade, a cidade é do povo!Lute conosco, ou se preferir, pague 2,50, (nem é tanto assim).

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