Sobre o Processo Político Contra Marcelo Pomar

Inversão de valores

Na tarde do dia 16 de fevereiro de 2006 um fato extremamente preocupante de agressão ocorreu no centro de Florianópolis. Uma milícia formada por homens não identificados, na maior parte de preparo físico bem avantajado, atacou um ato pacífico de distribuição de panfletos em frente ao Terminal de Integração de ônibus (TICEN).

Após a agressão covarde, a destruição do equipamento de som, panfletos e faixas, o grupo paramilitar fugiu com anuência da polícia militar que assistiu passivamente a ação, no inicio, e no final agiu para dar guarida aos agressores, e para prender o fotógrafo Cláudio Silva (Sarará), que estava a serviço do Diário Catarinense, e o militante do Movimento Passe Livre, Marcelo Pomar, uma das vítimas da inusitada ação.

Passado um ano do caso, os absurdos não param. A polícia civil não fez qualquer esforço no sentido de identificar e encaminhar para a justiça os agressores, que hoje já se sabe, por iniciativa dos grupos que foram atacados, tratava-se de seguranças particulares que prestavam serviço em uma empresa privada de segurança, situada na cidade de São José. Coincidências à parte, mesma cidade do prefeito Dário Berger, que também possui empresa de segurança no município, e que estava particularmente irritado com a população que questionou sua política de transportes, haja vista as suas declarações destemperadas – “Não sou bocó, ninguém vai fazer xixi na minha perna”, etc. – no período de revoltas em torno do tema.

Pior, Marcelo Pomar, formado historiador pela Universidade do Estado de Santa Catarina, agora enfrenta um processo em que é réu, e a vítima é o Estado, por conta da ação de 16 de fevereiro. A Polícia Militar o acusa de incitação ao crime, sob o falso pretexto de que ele havia “mandado linchar” os agressores.

Trata-se de uma inversão de valores absurda, em que a vítima passa a ser réu, e os verdadeiros culpados, agressores e mandantes, gozam do amparo do Estado para operar uma tremenda injustiça.

A audiência está marcada para 27 de fevereiro de 2007, às 16:15 h., no Juizado Especial Criminal da Comarca de Florianópolis. Estejamos atentos e prontos para divulgar ao máximo essa injustiça, e lutar para que ela não se concretize.

Movimento Passe Livre – Florianópolis

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Um comentário em “Sobre o Processo Político Contra Marcelo Pomar

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  1. um tanto terrorista… não da de entender, aprece q a policia teve o cérebro sugado, colocado num pote, e que só vão pegar junto com a reserva, pois militar não se aposenta nunca…A estupidez da qual a POLICIA (que pessoalmente, mesmo nao sendo criminoso, tenho mais medo do que de bandidos) e o nossos “GOVERNANTES” (pois nem pra governar eles servem, é como se fosse um empreguinho freelancer q jaja vai acabar e eles não são muito afim de se estressar com “trabalh duro”) que só fazer nos bater, oprimir e sacanear de modo geral. Como dirio o prastes: BANDO DE SEMVERGOONHAS!

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