Nota Pública do Movimento Passe Livre – Florianópolis sobre as Mudanças no Transporte.

  1. A decisão da prefeitura pela implementação da Tarifa Única, e a proposta de encampação da COTISA em 90 dias decorrem de condicionantes objetivas e subjetivas que são fruto das vitórias da luta do povo de Florianópolis nos últimos anos, contra a exploração do transporte coletivo. É um movimento forçado que visa, no entanto, a mesma maldita lógica de ampliar as margens de lucro dos empresários do setor.
  1. Somos favoráveis à implementação da Tarifa Única, mas reiteramos que seu valor ainda é alto, justamente porque não toca na questão chave que faz dos transportes coletivos um serviço público essencial de difícil acesso para parte significativa da população de todo o país, ou seja, o lucro dos empresários.
  1. Com essas medidas há avanços importantes no cenário dos transportes coletivos em Florianópolis, e eles são resultados diretos do povo em luta, em especial nos últimos dois anos, quando demarcou um limite para a exploração desenfreada dos empresários, em permanente conluio com as autoridades de plantão do município.
  1. No entanto, é necessário dizer que sem o tratamento adequado para o transporte coletivo urbano, ou seja, a elevação na sociedade de seu status a serviço público essencial, garantindo seu funcionamento público, gratuito e de qualidade, fora da pauta da lucratividade, e gerido pelo poder público para a coletividade e de acordo com o interesse e desenvolvimento dela, o problema do transporte permanecerá sem solução.
  1. O Movimento Passe Livre reafirma sua disposição em ampliar a luta no caminho irreversível da Tarifa Zero para toda sociedade, sob a lógica de um sistema de transporte coletivo que onere não os setores da sociedade que o utilizam por necessidade, mas os setores que realmente se beneficiem com ele.
  1. Vamos às ruas esse ano de maneira convicta e decidida para vencer a batalha pela implementação da lei do passe-livre para os estudantes, como primeiro passo rumo a Tarifa Zero para toda a população, funcionando com empresas públicas municipais de transporte. Saúde, Educação e Transporte tem que ter versão pública, gratuita e de qualidade.
  1. Por fim, nos colocamos em rua já, desde essa segunda-feira 13 de fevereiro de 2006, exigindo a ampliação da qualidade dos transportes, com mais ônibus circulando, em mais horários; pela encampação imediata da COTISA pela prefeitura, passando o controle dos terminais ao poder público e eliminando as taxas desnecessárias de acesso dos ônibus aos terminais, reduzindo o valor das tarifas; e o barateamento imediato do valor das tarifas, Tarifa Única sim, sem aumento para ninguém e sem diferenciação entre usuários!

Movimento Passe Livre – Florianópolis, 11 de fevereiro de 2006.

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