reflexões

O Transporte em Crise

No início do século XX nasceram as ferrovias no Brasil. Eram umas das primeiras formas de indústria e transporte em massa do país. Todas estas ferrovias eram privadas e estrangeiras.
O governo Vargas estatizou a maioria destas empresas e formou a RFF – Rede Ferroviária Federal. 

A partir do governo Kubitschek foram trazidas ao Brasil as montadoras de automóveis. Como uma contrapartida o governo criou a necessidade de consumo para estes automóveis. Para isto construiu grandes rodovias, muitas delas por cima dos antigos trilhos e privatizou as ferrovias.
A partir de então o transporte de passageiros e de cargas é feito, quase em sua totalidade, pela via rodoviária, um sistema muito mais caro e que se foca no transporte individual.

Em Florianópolis se firmaram empresas de famílias oligárquicas em um modelo de transporte atrasado, onde tudo é privado e o transporte é colocado como um produto qualquer, que é vendido pelo preço desejado pelas empresas. Como temos uma população que depende do transporte coletivo, estas empresas obtêm lucros fabulosos.

O Transporte Coletivo, que tinha o objetivo de fornecer a mobilidade urbana necessária para levar os trabalhadores ao seu local de trabalho e os estudantes as suas escolas perdeu sua função originária.

O transporte tornou-se um mercado altamente lucrativo, que exclui cada vez mais pessoas deste serviço.

Ao mesmo tempo em que avançavam os ataques dos empresários começava a resistência tanto dos trabalhadores do setor quanto dos usuários deste.

Nos últimos anos os motoristas e cobradores conquistaram melhores salários e os usuários do transporte resistiram aos aumentos, colocando todo este sistema em crise.

As empresas anunciam estar a beira da falência e deixam de pagar impostos. Nós não aceitaremos mais nenhum aumento de tarifa. Este sistema de exploração de transporte não tem futuro!

Neste momento de crise é preciso fazer grandes mudanças estruturais no transporte de Florianópolis. Estas mudanças são a tarifa única, a municipalização da Cotisa e, ainda em curto prazo, a municipalização das empresas de transporte.

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